mar 04

Por Sebastião Realino 

Tipos de VendasPodemos separar as vendas resultantes do contato direto com o cliente em três tipos: vendas à pressão, por amizade e à argumentação. Conhecer as características de cada um é vantajoso para que se faça uma avaliação da forma com que as vendas são conduzidas na sua empresa, buscando o aprimoramento e a evolução.

  

1- Vendas à pressão.

É a venda na base da choradeira, da mediocridade e da insistência imoral de um vendedor.  Não há argumentos. Insistem com o freguês até que este desiste e dá o pedido para ficar livre do vendedor. Mas, este tipo de venda marca o vendedor na clientela como o “aborrecedor”  e nas próximas visitas,  o cliente não estará nunca para ele.

2- Vendas por amizade:

Apesar do vendedor ter que desenvolver amizade com todos os clientes, é perigoso e contrário à boa ética de vendas abusar de uma amizade exclusivamente para vender.

Este vendedor perde gradativamente o respeito dos clientes que passarão a considerá-lo como um importunador, passando assim, a ser evitado e perdendo seus bons amigos.

Usar da amizade para tirar pedidos, mesmo em circunstâncias diversas, o vendedor usará sempre ou quase sempre, a “lisonjeira” expressão: “Você não vai fazer isto comigo! E a nossa amizade, onde é que anda ?”.

3- Vendas à argumentação:

Aqui é que se vê a técnica pura de venda. Para argumentar com o cliente o vendedor tem que conhecer a fundo seus produtos, suas condições de vendas, seu mercado e principalmente as vantagens e os benefícios  que eles oferecem. O valor competitivo e o diferencial de todo produto, como sua embalagem, praticidade, estética, durabilidade, qualidade. Conhecer todas as características de peso, volume, uso e costume dos concorrentes, elaborando argumentos específicos, sem comparações conflitantes de custos. É a forma ideal de vendas, à qual devemos sempre aspirar e nos manter fiéis, mesmo quando as outras formas de vender pareçam tentadoras.

jan 26
Por Sebastião Realino 

VendedorO vendedor não é mais um falador, contador de piadas, um sujeito simpático “enrolador”. Esse é um preconceito ultrapassado e infeliz, mas ainda há quem pense assim. O profissional de vendas é aquele que leva dinheiro para dentro da empresa, com lucro. Portanto, deve ser formado, de cultura acadêmica, inteligente, com características de vendedor, expressivo, alegre, ter empatia já sentida no primeiro contato, entusiasmo sincero, gostar de vendas e de desafios. Sabe o quer de sua área e é lá que pretende desenvolver seu trabalho profissional.

O Profissional de Vendas tem conhecimento do que o mercado espera dele, quais os serviços que tem para oferecer e quais os pontos essenciais de seus produtos; sabe descrever a qualidade, as características básicas, e os benefícios que trazem na sua concepção, idealização de criação e tecnologia. Conhece a concorrência e a respeita, informa tudo que ocorre e as novidades do mercado. É sua função primordial negociar, promover, apresentar soluções no atendimento. Tem o perfeito domínio de que é a imagem de sua empresa, seu elo, e define seu “status quo”no mercado. É o Gerente de sua área, assim como representa o Presidente em todo processo de vendas. É uma das mais belas funções dentro de um esquema empresarial.

Observa-se que o crescimento do marketing nas pequenas e médias empresas está responsabilizando mais o Departamento de Vendas, fazendo-o acompanhar o planejamento e os objetivos traçados pelo marketing. A concorrência está mais acirrada, surgem produtos importados, os consumidores exigindo melhores serviços, atendimento de alto nível,  estabelecendo comparações entre os mais diferentes produtos, etc. Assim, o vendedor, considerado então como peça descartável por muitos, passa a ser um profissional de vendas, um assessor técnico, tem “um nome” no departamento. É dele que o marketing se utiliza para mostrar ao mercado estas mudanças, estas tendências de transformação mercadológica.

A prática nos ensina que o homem de vendas, o vendedor mesmo, é a pessoa mais importante na empresa; por isto, o tratamento a ele dispensado deve estar no mesmo patamar do Presidente. Outros conceitos estão superados, e este paradigma é questionável no dia-a-dia de todas as organizações de vendas, porque elevar um profissional a um lugar de honra na empresa, implica investimento e treinamento constante.

Se não houvesse outros argumentos, bastaria este para que as empresas criem o setor de vendas, sendo administrado por uma pessoa com conhecimento de vendas/marketing, porquanto não se separam estas duas áreas. Elas estão interligadas.

jan 26

Por Sebastião Realino

VendedorConhecer várias formas de argumentação para o êxito nas vendas é uma técnica saudável. Para isso esse pequeno guia foi elaborado, podendo atender a qualquer tipo de produto ou serviço. É evidente que só devem ser utilizadas em suas empresas as técnicas que melhor se adaptarem aos métodos de venda que vêm sendo utilizados.

Tratar os vários métodos de venda como coisa simples não é aconselhável, e entregá-los aos seus vendedores pode ser temeroso, se não souberem utilizá-los adequadamente no momento certo. Sugiro que fiquem em nível de Gerência, e sejam demonstrados gradativamente durante treinamentos. 

Leia o Guia de Técnicas de Venda

jan 26
Por Issa Calife

MerceariaO CRM está revolucionando o marketing. Essa tecnologia com foco no cliente não é passageira, mas sim conseqüência do atual contexto global: mais do que nunca, os negócios estão mais subjetivos e mais fortes e as forças estão muito mais variáveis, com a globalização, desregulamentação, reação das indústrias, etc. Estas mudanças estiveram conosco durante um bom tempo, mas de alguns anos para cá uma nova revolução bem estabelecida está fornecendo mais combustível para esta fogueira de mudança: e-business, a Internet, os Web sites e o comércio eletrônico, estão causando mais desdobramentos no conjunto de negócios.

Essas mudanças aumentaram a competição, amadureceram o mercado e aumentaram a procura pelos consumidores, que sempre foram e sempre serão a melhor fonte de crescimento e sustentação da renda. Em outras palavras: uma vez tendo um cliente, devemos fazer de tudo para mantê-lo e desenvolver nosso negócio com ele. É muito mais barato do que tentar procurar um novo cliente, ou seja, você gasta mais para adquirir um novo cliente do que manter quem já é seu cliente.

Realmente as aspirações dos “marketers“ sempre foram mais profundas e capazes de:

  • Servir os clientes individualmente (one to one ao invés de generalizar);
  • Estabelecer relações de longo prazo com os clientes (relacionamentos duradouros em lugar de simples transação comercial);
  • Adquirir, libertar de todas as barreiras e distorções criadas pelo non-value que incluem intermediários, (fornecedor - cliente), desintermediação: (venda - diretamente ao cliente).

O CRM nada mais é do que o relacionamento one to one. Durante a última década, nós estávamos numa situação onde vendíamos produtos ou serviços numa base de transação como se constantemente estivéssemos adquirindo clientes, usando a estratégia de retê-los para que continuassem comprando cada vez mais. Hoje em dia, estamos dialogando com o cliente, antecipamos a eles, descobrindo necessidades individuais para maximizar o valor vitalício desta relação.

Administrar a relação com o cliente como a pouco foi descrito, é de certo modo o antigo modelo de atendimento das mercearias. O que é novo é que nós podemos fazer isto agora em uma “base industrializada” podemos ter milhares, até mesmo milhões de clientes. Isso é completamente novo. Nós voltamos para o modo antigo de negociar, um cliente de cada vez, mas para milhões de clientes. Isso é Administração do Relacionamento com o cliente. O cliente está de volta ao centro das estratégias empresariais.

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jan 22

Por Helder Haddad, Celso Yamaguti, Laury Bueno e Orlando Loureiro

PUC-SPNesse artigo, o Clube de Marketing apresenta uma análise sobre tomadas de decisão em ambientes organizacionais. Redigido pelo Prof. Helder Haddad em conjunto com três outros professores da PUC-SP, o texto traça um paralelo elucidativo das questões fundamentais no cenário atual de negócios.

 

Resumo:

As tomadas de decisão acontecem sob os mais variados aspectos: dos mais banais aos de maior impacto na vida dos indivíduos. Desde assuntos do cotidiano até as esferas das organizações empresariais, políticas e sociais, aquele que decide é freqüentemente obrigado a enfrentar a dura tarefa da escolha de uma entre duas ou mais opções. E apesar das diferenças circunstanciais inerentes a cada ambiente de decisão ou de seu nível de complexidade, o ator principal é sempre o mesmo: o ser humano. Nesse sentido, algumas características no processo decisório tornam-se muito semelhantes entre momentos distintos, como na hora da aquisição de um bem de consumo ou numa decisão empresarial. O presente artigo propõe analisar alguns aspectos inerentes aos processos de tomadas de decisão no âmbito organizacional e no ambiente cotidiano de consumo de produtos, na busca de pontos comuns que possam representar uma visão única de todo o processo.  

Introdução:

As decisões humanas podem transitar, em termos de sua importância relativa – tanto para o ator que as toma, como para o meio em que estão inseridas –, dentro de um espectro incrivelmente amplo. Sendo assim, algumas características no processo decisório tornam-se muito semelhantes em situações distintas, como no momento da aquisição de um bem de consumo ou diante de uma crucial escolha de negócios. Administradores de alto nível que, por um lado, têm responsabilidade sobre a alocação de grandes recursos de produção são, por outro, igualmente consumidores de bens e serviços frugais, aos quais também alocam parte de seu tempo e empenho para esforços de escolha. Mas, de que forma tais processos se dão e até que ponto poderíamos estabelecer elementos comuns entre eles? E, se eles efetivamente existem, onde se encontram e, ainda mais importante, de que maneira um conhecimento mais detalhado dessas similaridades poderia nos ajudar a inferir as escolhas de um ator que age em determinado ambiente, tomando como base um padrão conhecido de suas ações em outro?

Este artigo tem por objetivo analisar as similaridades nas tomadas de decisão, por um lado, no âmbito organizacional – aí incluídas aquelas de cunho mais geral, voltada aos temas administrativos e estratégicos, bem como aquelas mais especificamente voltadas à compra organizacional – e, por outro, no âmbito pessoal, como o consumo de bens e serviços. Para a análise desse raciocínio comparam-se três linhas teóricas distintas, todas oriundas de campos específicos das ciências sociais aplicadas. A primeira linha teórica é a que aborda os processos decisórios nas organizações, campo pesquisado pela área das teorias organizacionais. A segunda e a terceira linhas teóricas são as que estudam, de um lado, os processos decisórios de compras organizacionais, e, de outro, os que analisam os processos segundo os quais se dão as decisões dos consumidores de bens e serviços de uso final; ambas capítulos tradicionais no estudo área de administração mercadológica. O artigo procurará identificar similaridades entre essas três linhas teóricas e apontar algumas hipóteses como sugestões de pesquisas futuras.

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